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sexta-feira, 15 de abril de 2022

JR registra mais de 1 milhão de reservas de assentos em trens-bala para Golden Week

Rota Alpina, nas montanhas dos Alpes do Norte, já está aberta para visitação

reservas de assentos
As reservas de assentos feitas para a Golden Week (Semana de Ouro) nos trens-bala da Japan Railways Group atingiram a marca de 1,34 milhão na quarta-feira (13), um aumento de 66% em comparação com o período do ano anterior, informou a JR na quinta-feira (14), publicou a Jiji Press. 

A disparada nas reservas de assentos pegando o período de 28 de abril a 8 de maio ocorreu depois de o governo ter suspendido totalmente as medidas restritivas de combate ao coronavírus no mês passado. 

O total apresentado não inclui a linha Tohoku Shinkansen, que ficou inativa após ter sofrido danos no terremoto que atingiu a região de Tohoku em 16 de março, assim como as linhas conectadas com ela, como a Yamagata, Akita e Hokkaido. 

Na quarta-feira, a JR East começou a aceitar reservas para os trens da Tohoku Shinkansen, que voltou a operar totalmente na quinta-feira. E para a Golden Week já havia 114.000 assentos reservados nos trens Tohoku, Yamagata e Akita. 

A empresa informou também que as reservas nas linhas Joetsu e Hokuriku Shinkansen aumentaram 74% em relação ao período do ano anterior. 

Na Tokaido Shinkansen, da JR Central, as reservas mais que dobraram para 720.000 assentos. Mas ainda está 38% abaixo do nível registrado em 2018, bem antes da pandemia. Para a empresa, muitas pessoas ainda estão evitando viajar para visitar suas cidades de origem ou parentes. 

Já as reservas para os trens-bala da JR West caíram 44% em relação a 2018. 

Rota de gelo
Outra boa notícia é que a Rota Alpina de Tateyama Kurobe, nas montanhas dos Alpes do Norte, que liga Toyama e Nagano, foi reaberta, publicou a NHK. 

A atração é uma tradição no Japão, com ônibus circulando pelo asfalto rodeado por paredes de gelo com até 18 metros de altura. 

A rota tem mais de 37 km de extensão, ligando as cidades de Tateyama, na província de Toyama, e a cidade de Omachi, na província de Nagano. 

A operadora Tateyama Kurobe Kanko, da Rota Alpina, disse que 1 milhão de pessoas visitam o local, mas no ano passado ficou pouco acima de 300.000 em razão da pandemia. 
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

JR East considera operações de trens sem condutores

A empresa visa gerenciar uma esperada escassez de condutores devido a uma aposentadoria em massa de funcionários veteranos futuramente
East Japan Railway

A East Japan Railway Co (JR East) está considerando a introdução de operações automatizadas, sem condutores nas linhas Tohoku Shinkansen, Yamanote e outras, soube o jornal Yomiuri.

A empresa visa gerenciar uma esperada escassez de condutores devido a uma aposentadoria em massa de funcionários veteranos futuramente. A JR East já estabeleceu uma equipe de projeto para acelerar o desenvolvimento tecnológico.

A JR East visa o desenvolvimento de um sistema que opera os trens automaticamente sem um condutor a bordo. No primeiro estágio, a meta é ter um condutor somente para lidar com situações de emergência. Eventualmente, a empresa planeja introduzir operações completamente automatizadas.

No Japão, serviços de trem automatizados são operados na linha Yurikamome usando um novo sistema de transporte desenvolvido para prevenir que passageiros tenham acesso aos trilhos. A linha Linear Chuo Shinkansen, atualmente em construção pela Central Japan Railway Co, poderá ser operada sem condutor.

Linhas ferroviárias privadas e da JR existentes têm muitos cruzamentos e outras características, dificultando a introdução de serviços de trem sem condutor a partir do ponto de vista de prevenir acidentes. Para realizar tais operações, medidas de segurança adicionais serão necessárias, como a construção de trilhos elevados, como aqueles na linha Yurikamome, e a instalação de barreiras de plataforma que vão do piso ao teto.

A JR East planeja introduzir o sistema na linha Yamanote, que não está ligada a outras linhas, assim como na Tohoku Shinkansen, cuja maioria dos trilhos são elevados. Há também um plano para introduzir o sistema a linhas ferroviárias em situação deficitária com a finalidade de manter os custos baixos e seus serviços.

Contudo, ainda há muitos obstáculos a vencer. A empresa deve desenvolver um sensor de alta precisão que possa detectar obstáculos nos trilhos, já que é difícil aplicar atual tecnologia para o sistema autônomo. Também será necessário desenvolver equipamento que detecta ruídos e odores anormais, o que seria no presente momento detectado fisicamente por membros da tripulação.

Estruturação legal também é necessária. De acordo com o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo, as regras incluem decretos sobre as instalações e condições de operação, dentre outras, com base na Lei de Operação de Ferrovias, que devem ser revisadas para introduzir operações automatizadas em linhas existentes.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri